Critérios Diagnósticos para F42.8 – 300.3 Transtorno Obsessivo-Compulsivo
A. Obsessões ou compulsões:
Obsessões, definidas por (1), (2), (3) e (4):
(1) pensamentos, impulsos ou imagens recorrentes e persistentes que, em algum momento durante a perturbação, são experimentados como intrusivos e inadequados e causam acentuada ansiedade ou sofrimento
Obsessões, definidas por (1), (2), (3) e (4):
(1) pensamentos, impulsos ou imagens recorrentes e persistentes que, em algum momento durante a perturbação, são experimentados como intrusivos e inadequados e causam acentuada ansiedade ou sofrimento
(2) os pensamentos, impulsos ou imagens não são meras preocupações excessivas com problemas da vida real
(3) a pessoa tenta ignorar ou suprimir tais pensamentos, impulsos ou imagens, ou neutralizá-los com algum outro pensamento ou ação
(3) a pessoa tenta ignorar ou suprimir tais pensamentos, impulsos ou imagens, ou neutralizá-los com algum outro pensamento ou ação
(4) a pessoa reconhece que os pensamentos, impulsos ou imagens obsessivas são produto de sua própria mente (não impostos a partir de fora, como na inserção de pensamentos)
Compulsões, definidas por (1) e (2)
(1) comportamentos repetitivos (por ex., lavar as mãos, organizar, verificar) ou atos mentais (por ex., orar, contar ou repetir palavras em silêncio) que a pessoa se sente compelida a executar em resposta a uma obsessão ou de acordo com regras que devem ser rigidamente aplicadas.
(2) os comportamentos ou atos mentais visam a prevenir ou reduzir o sofrimento ou evitar algum evento ou situação temida; entretanto, esses comportamentos ou atos mentais não têm uma conexão realista com o que visam a neutralizar ou evitar ou são claramente excessivos.
B. Em algum ponto durante o curso do transtorno, o indivíduo reconheceu que as obsessões ou compulsões são excessivas ou irracionais.
Nota: Isso não se aplica a crianças.
C. As obsessões ou compulsões causam acentuado sofrimento, consomem tempo (tomam mais de 1 hora por dia) ou interferem significativamente na rotina, funcionamento ocupacional (ou acadêmico), atividades ou relacionamentos sociais habituais do indivíduo.
D. Se um outro transtorno do Eixo I está presente, o conteúdo das obsessões ou compulsões não está restrito a ele (por ex., preocupação com alimentos na presença de um Transtorno Alimentar; puxar os cabelos na presença de Tricotilomania; preocupação com a aparência na presença de Transtorno Dismórfico Corporal; preocupação com drogas na presença de um Transtorno por Uso de Substância; preocupação com ter uma doença grave na presença de Hipocondria; preocupação com anseios ou fantasias sexuais na presença de uma Parafilia; ruminações de culpa na presença de um Transtorno Depressivo Maior).
E. A perturbação não se deve aos efeitos fisiológicos diretos de uma substância (por ex., droga de abuso, medicamento) ou de uma condição médica geral.
Especificar se:
Com Insight Pobre: se, na maior parte do tempo durante o episódio atual, o indivíduo não reconhece que as obsessões e compulsões são excessivas ou irracionais
Compulsões, definidas por (1) e (2)
(1) comportamentos repetitivos (por ex., lavar as mãos, organizar, verificar) ou atos mentais (por ex., orar, contar ou repetir palavras em silêncio) que a pessoa se sente compelida a executar em resposta a uma obsessão ou de acordo com regras que devem ser rigidamente aplicadas.
(2) os comportamentos ou atos mentais visam a prevenir ou reduzir o sofrimento ou evitar algum evento ou situação temida; entretanto, esses comportamentos ou atos mentais não têm uma conexão realista com o que visam a neutralizar ou evitar ou são claramente excessivos.
B. Em algum ponto durante o curso do transtorno, o indivíduo reconheceu que as obsessões ou compulsões são excessivas ou irracionais.
Nota: Isso não se aplica a crianças.
C. As obsessões ou compulsões causam acentuado sofrimento, consomem tempo (tomam mais de 1 hora por dia) ou interferem significativamente na rotina, funcionamento ocupacional (ou acadêmico), atividades ou relacionamentos sociais habituais do indivíduo.
D. Se um outro transtorno do Eixo I está presente, o conteúdo das obsessões ou compulsões não está restrito a ele (por ex., preocupação com alimentos na presença de um Transtorno Alimentar; puxar os cabelos na presença de Tricotilomania; preocupação com a aparência na presença de Transtorno Dismórfico Corporal; preocupação com drogas na presença de um Transtorno por Uso de Substância; preocupação com ter uma doença grave na presença de Hipocondria; preocupação com anseios ou fantasias sexuais na presença de uma Parafilia; ruminações de culpa na presença de um Transtorno Depressivo Maior).
E. A perturbação não se deve aos efeitos fisiológicos diretos de uma substância (por ex., droga de abuso, medicamento) ou de uma condição médica geral.
Especificar se:
Com Insight Pobre: se, na maior parte do tempo durante o episódio atual, o indivíduo não reconhece que as obsessões e compulsões são excessivas ou irracionais
Características e Perturbações Associadas
Frequentemente, existe evitamento de situações que envolvam o conteúdo das obsessões, tais como o lixo ou contaminação. Por exemplo, uma pessoa com obsessões envolvendo lixo pode evitar casas de banho públicas ou cumprimentar estranhos. Preocupações hipocondríacas são comuns, com repetidas consultas a médicos em busca de garantias. Sentimentos de culpa, um sentimento patológico de responsabilidade e perturbações do sono podem estar presentes. Pode haver uso excessivo de álcool ou medicamentos sedativos, hipnóticos ou ansiolíticos. A execução das compulsões pode tornar-se uma importante actividade na vida da pessoa, levando a sérias deficiências no relacionamento conjugal, ocupacional ou social. O evitamento generalizado pode mesmo confinar o indivíduo ao lar.
A POC pode estar associada com Perturbação Depressiva Major, outras Perturbações de Ansiedade (Fobia Específica, Fobia Social, Perturbação de Pânico), Perturbações Alimentares e Perturbação da Personalidade Obsessivo-Compulsiva.
Características Específicas à Cultura, à Idade e ao Género
O comportamento ritual prescrito culturalmente não leva a uma POC, em si mesmo, a clínica da POC ocorre em momentos e locais considerados impróprios por outros indivíduos da mesma cultura e interfere no funcionamento social. As transições vitais importantes e o luto podem levar a uma intensificação de comportamentos ritualistas, podendo parecer uma obsessão ao clínico não familiarizado com o contexto cultural.
As apresentações da POC em crianças geralmente são similares àquelas da idade adulta. Lavagens, verificação e rituais de organização são particularmente comuns em crianças, estas em geral não solicitam ajuda e os sintomas podem não ser ego-distónicos tal como referido anteriormente. Com maior frequência, o problema é identificado pelos pais por queixas de redução gradual no rendimento escolar, secundária ao prejuízo da capacidade de concentração. Como os adultos, as crianças tendem a envolver-se mais em rituais em casa do que na frente de seus pares, de professores ou estranhos.
Esta perturbação é igualmente comum nos dois sexos.
Prevalência
Embora a POC anteriormente fosse considerada relativamente rara na população geral, estudos comunitários mais recentes estimam uma prevalência durante a vida de 2,5% e uma prevalência anual de 1,5-2,1%.
Curso
Embora a POC em geral se inicie na adolescência ou no começo da idade adulta, ela pode aparecer na infância. A idade de início é mais precoce para os homens, entre os 6 e os 15 anos para os homens e entre os 20 e os 29 anos para as mulheres. Com maior frequência, o início é gradual, mas um início agudo é observado em alguns casos. A maioria dos indivíduos tem um curso crónico de melhoria e agravamento dos sintomas, com exacerbações possivelmente relacionadas com o stress. Cerca de 15% dos doentes apresentam deterioração progressiva no funcionamento profissional e social. Cerca de 5% têm um curso episódico, com sintomas mínimos ou ausentes entre os episódios.
Psicofarmacológico
As medicações mais frequentemente utilizadas para o tratamento da POC são os inibidores da recaptação da serotonina (SSRIs), especialmente a clomipramina. Os SSRIs como a fluoxetina, fluvoxamina, paroxetina e sertralina, e mais recentemente o escitalopram também demonstraram eficácia no tratamento de doentes com POC.
Psicoterapêutico
A psicoterapia que mostrou mais eficácia na POC foi a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC). Os objectivos do tratamento são a redução dos sintomas alvo e a aprendizagem de estratégias para lidar com obsessões e premências compulsivas no futuro.
A TCC visa ajudar o doente a aprender a controlar a ansiedade provocada pelas obsessões sem recorrer às compulsões.
A TCC visa ajudar o doente a aprender a controlar a ansiedade provocada pelas obsessões sem recorrer às compulsões.
Plano Geral de Tratamento:
• Socialização com o tratamento
• Treino de relaxamento
• Exposição
• Prevenção de resposta
• Reestruturação cognitiva
• Prevenção de recaída
• Finalização do tratamento
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