Preocupar-se excessivamente com limpeza, lavar as mãos a todo o momento, revêr diversas vezes portas, janelas ou o gás antes de se deitar, não usar roupas vermelhas ou pretas, não passar em certos lugares com receio de que algo de mal possa acontecer depois, não sair de casa em determinadas datas, ficar aflito caso os objectos sobre a secretária não estejam dispostos de uma determinada maneira, são alguns exemplos de acções popularmente consideradas manias e que, na verdade, são sintomas de uma perturbação: a perturbação obsessivo-compulsiva, ou POC.
quinta-feira, 10 de novembro de 2011
segunda-feira, 31 de outubro de 2011
quinta-feira, 26 de maio de 2011
terça-feira, 29 de março de 2011
segunda-feira, 7 de março de 2011
Curiosidades...
A chamada Perturbação Obsessivo-Compulsiva ("POC") (na literatura em inglês Obsessive-Compulsive Disorder – "OCD") é uma doença em que o indivíduo apresenta obsessões e compulsões, ou seja, sofre de ideias e/ou comportamentos que podem parecer absurdas ou ridículas para a própria pessoa e para os outros e mesmo assim são incontroláveis, repetitivas e persistentes. A pessoa é dominada por pensamentos desagradáveis que podem possuir conteúdo sexual, trágico, entre outros que são difíceis de afastar de sua mente, parecem sem sentido e são aliviados temporariamente por determinados comportamentos. O Transtorno Obsessivo-Compulsivo é considerado o quarto diagnóstico psiquiátrico mais frequente na população. De acordo com os dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), até o ano 2020 o Transtorno Obsessivo-Compulsivo estará entre as dez causas mais importantes de comprometimento por doença. Além da interferência nas actividades, os Sintomas Obsessivo- Compulsivos (SOC) causam incómodo e angústia aos pacientes e seus familiares.
Apesar de ter sido descrito há mais de um século, e dos vários estudos publicados até o momento, a Perturbação Obsessivo-Compulsiva ainda é considerado um "enigma". Questões como a descoberta de possíveis factores etiológicos, diversidade de sintomas e como respondem aos tratamentos continuam sendo um desafio para os pesquisadores.
Estudos indicam que uma das dificuldades para encontrar essas respostas deve-se ao carácter heterogéneo do transtorno. Vários estudos têm apontado para a importância da identificação de subgrupos mais homogéneos de pacientes com Perturbação Obsessivo-Compulsiva. Esta abordagem visa buscar fenótipos mais específicos que possam dar pistas para a identificação dos mecanismos etiológicos da doença, incluindo genes de vulnerabilidade e, por fim, o estabelecimento de abordagens terapêuticas mais eficazes.
Alguns subtipos de Perturbação Obsessivo-Compulsiva têm sido propostos. Dentre eles, dois subtipos bastante estudados correspondem aos pacientes com início precoce dos Sintomas Obsessivo- Compulsivos e o subtipo de Perturbação Obsessivo-Compulsiva associado à presença de tiques e/ou síndrome de Tourette (ST). Esses dois subgrupos de pacientes apresentam características clínicas, neurobiológicas, de neuroimagem, genéticas e de resposta aos tratamentos distintos e que os diferenciam de outros pacientes. É importante ressaltar também que esses dois subtipos apresentam características semelhantes, o que dificulta a interpretação de sua natureza, ou seja, torna-se difícil diferenciar se as características encontradas são devido ao início precoce dos Sintomas Obsessivo- Compulsivos ou à presença de tiques.
Compulsão é um comportamento consciente e repetitivo, como contar, verificar ou evitar um pensamento que serve para anular uma obsessão. Outros exemplos de compulsão são o ato de lavar as mãos ou tomar banho repetidamente, conferir reiteradamente se esqueceu algo como uma torneira aberta ou a porta de casa sem trancar. Deve-se deixar claro porém que para que esses comportamentos sejam considerados compulsivos, devem ocorrer em uma frequência bem acima do necessário diante de qualquer padrão de avaliação.
Acomete 2 a 3% da população geral. A idade média de início costuma ser por volta dos 20 anos e acomete tanto homens como mulheres. Depressão Maior e Fobia Social podem acometer os pacientes com Perturbação Obsessivo-Compulsiva ao longo da vida.
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